FUNDAMENTOS para uma prática clínica psicoterapeutica, avaliação, e investigação ciêntifica:

SOBRE O EXISTENCIALISMO ----------------------------------------------------Perspectiva integrada do ser-humano entendido e vivido como total, dinâmico, e interligado (Localização, Funcionalidade e Vivência do corpo, do espaço, do tempo, do estado de humor e emoções, da sexualidade, das interacções-com-outros,...); ------------------------------------Modo de estar-com-outro no seu mundo e na sua circunstância/situação limitada por determinadas contingências;--------------------------------------------------------------------------------------------------Modo de compreensão da experiência unica e pessoal;-----------------------------------------------------------------------------------------------------Processo relacional autentico, partindo de uma forma de encontro vivido no presente daquilo que já existe e já "É" nas pessoas do psicoterapeuta e do cliente.-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------SOBREeA-FENOMENOLOGIA (HUSSERLIANA) -------------------------Método compreensivo, experiencial, e assente nos processos psicológicos conscientes;-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Método inclusivo do psicoterapeuta na relação com o paciente (sob a prática da intencionalidade - motivos, sentidos, e significados - e da relactividade - perspectivas, subjectividades, espaço e tempo próprios);

Método de análise e articulação compreensiva dos diferentes tipos de experiência humana, numa visão sistémica-holistica daquilo que é a constituição de ser Ser-humano;-------------------------------------------------------------------------------------------------Método de investigação da verdade subjectiva e encontro com as essencias da experiência pessoal do paciente.-


---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- --A PSICOTERAPIA realizada sob a perspectiva existencial, visa facilitar o conhecimento da pessoa que procura compreender-se e ser compreendida, sim, mas sobretudo visa iniciar um tipo de acompanhamento do cliente-paciente numa prática reflexiva sobre si mesmo e as suas acções, de modo a que este possa ir-Sendo uma pessoa mais aceitante daquilo que já é, agora e nesta situação que vive, e assim poder situar-se "realisticamente" na sua realidade circunstancial e, a seu tempo, ir apropriando-se das suas escolhas autênticas. No meu ponto de vista, partindo de uma base fenomenológica e existencial, em psicoterapia a pessoa deverá poder experimentar estados de maior presença, liberdade, intuição, acção interdependente consciente, e sentido de articulação corpo-mente-ambiente. Para isso, o meu "instrumento" principal de trabalho é a relação terapêutica co-criada entre mim, psicoterapeuta, e o cliente-paciente. Deste modo, como psicoterapeuta existencial, recorro ao referencial filosófico existencial como meio de estimulação da criatividade/criação pessoal e espontaneidade relacional, e ao método fenomenológico como meio de análise das vivências e experiências conscientes do cliente-paciente, bem como a análise das suas intencionalidades/motivos/direcções, e suas manifestações de subjectividade: aquilo que torna a pessoa única e inimitável ao longo da construção da sua existencia.
Psicologia Clínica, o que é?

“Eu queria encontrar um campo no qual pudesse estar seguro de que a minha liberdade de pensamento não sofreria restrições”

(Carl Rogers)


É uma área do conhecimento que se centra no estudo das dimensões psicológicas que constituem o ser humano: as suas capacidades, comportamentos, e estados mentais habitualmente experimentados nos contextos em que vivem as suas experiências (subjectivas), seguindo princípios filosóficos e científicos de busca pelas verdades e realidades humanas, na saúde e na doença.


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Métodos de avaliação psicológica:


Para fazer um estudo psicológico clínico acerca de uma pessoa, o psicólogo pode recorrer a diferentes metodologias e pressupostos teóricos que o orientam. Em termos de metodologias, o psicólogo pode usar a avaliação da personalidade, das funções e capacidades neuropsicológicas, dos estados de consciência, e dos processos de interacção social.


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Pode para isso recorrer a entrevistas psicológicas clínicas, testes psicológicos, questionários, gravações áudio ou vídeo, ou outros meios que procuram um estudo de algum modo objectivo acerca da subjectividade da pessoa.


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O objectivo destes estudos pode ser para informação a uma entidade legal ou a outros profissionais de saúde, ou profissionais de educação (relatórios psicológicos), para Investigação Cientifica (contributo para a evolução dos conhecimentos da psicologia e comunicação à comunidade cientifica), ou para Ajuda na resolução de problemas identificados como perturbadores do funcionamento psicológico e relacional de uma pessoa ou grupo de pessoas (Psicoterapia de apoio).


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Aconselhamento Psicológico ou Counselling: ....Uma outra vertente da Psicologia Clínica é o Aconselhamento ou Counseling, onde o psicólogo qualificado e experiente realiza consultas sistematizadas de informação acerca do que nos dizem os estudos psicológicos acerca de uma determinada problemática, fazendo-as relacionar-se com a forma como essa mesma problemática é vivida pelo cliente que a traz.


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Supervisão e Coaching (a outros Psicólogos ou outros profissionais):


O Psicólogo pode ainda realizar consultas ou sessões de Supervisão e Couching em acções de formação de colegas ou outros grupos profissionais, em contexto individual ou de grupo, para desenvolvimento de competências profissionais e pessoais.


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Consultas de Psicologia Clínica, como funciona?


Pode consultar um psicólogo qualificado para que este lhe faça um estudo psicológico, por diversos motivos, quer por curiosidade ou por necessidade: desejo de se conhecer melhor ou de saber o que a psicologia tem a dizer acerca de si, sofrimento com alguma questão específica que pretende compreender e solucionar, ou por motivos de comunicação com outros profissionais de saúde ou entidades legais.


Na sequência de um estudo psicológico acerca de si pode acontecer que sinta necessidade de continua-lo, aprofundando-o e explorando-o, e para isso pode iniciar um acompanhamento psicológico ou um processo psicoterapêutico.




Cláudia Rodrigues, 2009
Psicoterapia pessoal, traços gerais do que é
“O homem só se pode encontrar, perdendo-se” (Sartre)

Uma psicoterapia pode ser realizada num contexto de apoio à resolução de um problema muito concreto (como fobias/evitamentos sociais, ansiedades, estados depressivos, doenças somáticas, distúrbios do sono, perturbações de humor, dependências, etc.), ou então pode servir a uma necessidade de desenvolvimento pessoal (no caso de adultos ou adolescentes). Em qualquer uma das situações, há sempre, pelo menos algumas, zonas desconhecidas ou perdidas que o cliente procura com a ajuda do terapeuta.
Em qualquer dos casos, visa ser uma oportunidade para um amadurecimento da forma de estar consigo mesmo e com os outros, através de exercícios de diálogo (verbal, em silêncio, ou corporal), que estimulem a capacidade para reflectir acerca de si mesmo, no seu pensamento, nas acções, nas emoções e afectos/sentimentos, nas memórias e recordações, nos julgamentos e crenças, na fantasia e imaginação, na atenção e concentração, etc.

A tomada de consciência da forma de estar do cliente pode conduzir a novas descobertas acerca das diferentes possibilidades que existem e que dispõe para se sentir melhor, para encontrar diferentes estratégias, ou até para “ser - ou estar -diferente”. Também pode acontecer que, depois de bem avaliado pelo cliente e terapeuta, o processo acarrete decisões que levem a considerar vantajoso manter-se “igual”, ainda que enriquecido pelo conhecimento extra que ganhou acerca de si e da sua relação com os outros, e neste sentido, este pode ser sempre um processo transformador.

Assim, entendo que qualquer estado de sofrimento ou angústia pode sempre ser aproveitado para novos ganhos, renovada força e renovado controlo sobre que direcção tomar.


Cláudia Rodrigues, 2009